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domingo, 17 de junho de 2012

Geografia de São Tomé e Príncipe


O arquipélago de São Tomé e Príncipe fica situado a cerca de 300 km da costa Ocidental de África, sendo atravessadas pela linha do Equador. Todo o arquipélago assenta no rifte da linha vulcânica dos Camarões.

Junto ao extremo sul de São Tomé fica o Ilhéu das Rolas onde há um marco indicando o local da passagem da linha do Equador.

O segundo estado mais pequeno de África, depois das Seychelles, é São Tomé e Príncipe. É constituído por duas ilhas, em que a ilha de São Tomé, com mais de 90 % dos habitantes, é a maior e também a capital do país. São Tomé tem 48 km de comprimento e 32 km de largura. Das duas ilhas, é a que possui locais mais montanhosos. A elevação mais alta de ambas as ilhas, com 2.024 m, está em São Tomé. Príncipe é a ilha mais pequena localizada a norte, com cerca de 16 km de comprimento e 6 km de largura. A elevação mais alta da ilha de Príncipe tem 927 metros.
As ilhas maravilhosas, verdadeiras pinturas, fazem parte de uma cadeia de montanhas surgida por actividade vulcânica.
Nesta região já não existem quaisquer vulcões activos.





O ponto mais a sul da ilha principal de São Tomé alcança directamente o Equador.

As cidades mais importantes são:

São Tomé (capital) com 56.167 habitantes
Santo Amaro com 8.239 habitantes
Neves com 7.392 habitantes
Santana com 6.969 habitantes
Trindade com 6.636 habitantes
(Dados de Janeiro de 2005)

A superfície total do estado insular é de cerca de 1.001 km².
O número de habitantes, com base em dados de Julho de 2006, é de 193.413, com uma densidade populacional de 187 habitantes por km² que pode ser considerada como bastante elevada.
As ilhas disponibilizam, apesar do seu tamanho reduzido, uma rede de estradas que perfazem um total de 320 quilómetros.




Tipos de SAMBA - Brasil


Principais tipos de samba:

Samba carnavalesco

Marchinhas e Sambas feitas para dançar e cantar nos bailes carnavalescos. exemplos : Abre alas, Apaga a vela, Aurora, Balancê, Cabeleira do Zezé, Bandeira Branca, Chiquita Bacana, Colombina, Cidade Maravilhosa entre outras.

Pagode

Nasceu na cidade do Rio de Janeiro, nos anos 70 (década de 1970), e ganhou as rádios e pistas de dança na década seguinte. Tem um ritmo repetitivo e utiliza instrumentos de percussão e sons eletrônicos. Espalhou-se rapidamente pelo Brasil, graças às letras simples e românticas. Os principais grupos são : Fundo de Quintal, Negritude Jr., Só Pra Contrariar, Raça Negra, Katinguelê, Patrulha do Samba, Pique Novo, Travessos, Art Popular.



Dia Nacional do Samba

- Comemora-se em 2 de dezembro o Dia Nacional do Samba.

Gastronomia de Portugal


A cultura portuguesa tem as suas raízes na cultura celta, ibérica, germânica e romana. A diferenciação cultural dos portugueses manifesta-se através dos tipos de habitação, das manifestações religiosas, da gastronomia e do folclore, ou até das calçadas tipicamente portuguesas e da azulejaria.

A gastronomia é um ramo que abrange a culinária, as bebidas, os materiais usados na alimentação e, em geral, todos os aspectos culturais a ela associados. Um gastrônomo (gourmet, em francês) pode ser um(a) cozinheiro(a), mas pode igualmente ser uma pessoa que se preocupa com o refinamento da alimentação, incluindo não só a forma como os alimentos são preparados, mas também como são apresentados, por exemplo, o vestuário e a música ou dança que acompanham as refeições.

Por essas razões, a gastronomia tem um foro mais alargado que a culinária, que se ocupa mais especificamente das técnicas de confecção dos alimentos. Um provador de vinhos é um gastrônomo especializado naquelas bebidas (e, muitas vezes, é também um gastrônomo no sentido mais amplo do termo).

O prazer proporcionado pela comida é um dos factores mais importantes da vida depois da alimentação de sobrevivência. A gastronomia nasceu desse prazer e constituiu-se como a arte de cozinhar e associar os alimentos para deles retirar o máximo benefício. Cultura muito antiga, a gastronomia esteve na origem de grandes transformações sociais e políticas. A alimentação passou por várias etapas ao longo do desenvolvimento humano, evoluindo do nômade caçador ao homem sedentário, quando este descobriu a importância da agricultura e da domesticação dos animais.

A fixação à terra trouxe uma maior abundância de comida, o que provocou um aumento demográfico que por sua vez levou a um esgotamento dos recursos e à consequente migração para novos locais a explorar. Houve apenas duas importantes excepções na história antiga: o Egipto e a Mesopotâmia, devido à fertilidade trazida pelas águas dos rios Nilo, Tigre e Eufrates que se mantiveram constantes ao longo dos anos.

A riqueza proporcionada pela abundância trouxe a curiosidade pela novidade e pelo exotismo. O homem teve então necessidade de complementar a sua dieta com alimentos que localmente não tinha, dando origem ao comércio levado a cabo por alguns homens que continuaram nómadas para que muitos outros se pudessem fixar à terra. O homem que viajava, o comerciante, não só levava aquilo que faltava como introduzia novos alimentos, criando necessidades imprescindíveis ao desenvolvimento do seu negócio. O transporte de alimentos provocou a necessidade de aditivos: por exemplo, o aroma da resina de alguns actuais vinhos gregos foi induzido pelo facto de se utilizar a resina em tempos remotos para tratar os odres de cabra que continham o vinho.

A humanidade cedo se apercebeu das virtudes da associação de certas plantas aromáticas aos alimentos para lhes exaltar o sabor, contribuir para a sua conservação e permitir uma melhor e mais saudável assimilação por parte do corpo. Muitas guerras se fizeram pela apropriação de recursos alimentares que de uma forma geral são escassos e que determinam o poder para quem domina a gestão desses recursos. A título de exemplo, a busca das especiarias foi um dos factores que contribuíram para a queda do Império Romano e quando a Europa parte para os Descobrimentos Marítimos tem como móbil o controlo da rota das especiarias que implicou a colonização e o esclavagismo renascentistas.

A arte do prazer da comida motivou génios como Leonardo da Vinci, inventor de vários acessórios de cozinha, como o célebre "Leonardo" para esmagar alho, regras de etiqueta à mesa, para além de novas receitas. Percursor da nouvelle cuisine, Da Vinci fundou com outro sócio o restaurante "A Marca das Três Rãs" em Florença. A gastronomia despertou curiosas sensibilidades em músicos como Rossini e em escritores portugueses e estrangeiros. Camilo Castelo Branco era avesso a descrições mas não resistiu a descrever um saboroso caldo verde, enquanto que Eça de Queirós tem inúmeras menções a restaurantes nas suas obras. O culto dos prazeres da mesa chegou ao ponto de fazer com que os aficcionados se juntassem em associações gastronómicas como a belga "Ordre des Agathopédes" em 1585, a francesa "Confrérie de la Jubilation" ou o português "Clube dos Makavenkos" em 1884, para além de exemplos mais recentes como o Slow Food, que em reacção ao Fast Food tem como símbolo um caracol.

O primeiro tratado sobre gastronomia foi escrito por Jean Anthelme Brillat-Savarin, um gastrónomo francês que, em 1825, publicou a “Fisiologia do Paladar”, cujo título completo em francês é Physiologie du Goût, ou Méditations de Gastronomie Transcendante; ouvrage théorique, historique et à l'ordre du jour, dédié aux Gastronomes parisiens, par un Professeur, membre de plusieurs sociétés littéraires et savantes. Por este título que, em português poderia ser traduzido como "Fisiologia do Paladar ou Meditações sobre a Gastronomia Transcendental, obra teórica, histórica e actual, dedicada aos Gastrónomos parisienses, por um Professor, membro de várias sociedades literárias e científicas", pode considerar-se a gastronomia como uma ciência ou uma arte.

No entanto, não se deve confundir esta ciência com a nutrição ou a dietética, que estudam os alimentos do ponto de vista da saúde e da medicina, uma vez que a gastronomia é estritamente relacionada ao aspecto comercial (no que diz respeito à preparação de comida em restaurantes) e cultural (no que diz respeito ao estudo desta ciência).

A cozinha portuguesa é um sinónimo da fusão da cozinha mediterrânica e atlântica, que se demonstra na quantidade que tradicionalmente este povo consome de Peixe.

Não há cozinha portuguesa sem o bom azeite do nosso Ribatejo, Alentejo , o pão caseiro quentinho , regado pelo bom vinho do Douro ou Alentejo.Não esquecendo os belos dos nossos produtos hortícolas das nossas planícies alentejanas, a nossa fruta fresca de Alcobaça, o Porco Preto Alentejano de onde se destacam os maravilhosos enchidos de denominação protegida da zona de Estremoz e Borba e os fenomenais presuntos.

Para culminar esta deliciosa oferta temos ainda os maravilhosos doces conventuais, entre elas as Barrigas de Freira, os Ovos Moles e os açucarados Fios de Ovos.

Como resultado dos Descobrimentos começou o consumo excessivo de especiarias e açúcar, tal como o feijão e a batata que qualquer um de nós não passa sem eles.

A variedade de pratos regionais é imensa, podendo pratos com nomes iguais terem confecções diferentes.

Podemos afirmar que a gastronomia portuguesa é um mundo de sonho, recomendável a qualquer curioso.



O Pastel de Belém ou Pastel de Natas é um doce tradicional da culinária Portuguesa, surgiu em 1837 na cidade de Belém (bairro de Lisboa), os monges do Mosteiro dos Jerónimos tentam fazer subsistir a ordem. Começam então a vender pastéis de nata, afim de ganhar dinheiro, numa pequena pastelaria contígua ao mosteiro.

Naquela época, Lisboa e Belém eram duas cidades distintas ligadas por embarcações a vapor. A presença do Mosteiro e a Torre de Belém atraiam muitos turistas que ficavam admirados pela beleza e bom sabor que estes tinham: pastéis de Belém.

A sua receita foi logo bem guardada. Os chefes pasteleiros são os únicos a conhecer o segredo, e devem prestar juramento de silêncio para salvaguardar esta famosa receita gastronómica. Ainda hoje, estes chefes pasteleiros fabricam sempre artesanalmente estes deliciosos pastéis.

No entanto, hoje em dia qualquer café ou pastelaria em Portugal oferece-lhe pastéis de nata, mas a origem vem de Belém, tanto que a casa fundadora guardou a denominação "Pastéis de Belém".

Pano di terra - Cabo Verde

O pano de terra ou panu di terra, um tecido típico feito artesanalmente em teares manuais fazendo cada peça única em seu estilo cor e formato. Esta irregularidade é a característica que garante a autenticidade.
Tradicional das ilhas de Santiago, Fogo e Brava, este tecido foi nos séculos XVI e XVII uma moeda de troca no comércio da costa africana, transformando a economia do país. Cabo Verde desenvolveu uma verdadeira indústria têxtil de fabricação destes panos longos e estreitos. As cores tradicionais eram o preto e o branco, no entanto, hoje, encontram-se pano de terra de todas as cores.



Esta peça de vestuário é colocada em redor da cintura das mulheres,especialmente quando se dança o "batuko". Os homens também usam o pano de terra nas suas roupas.



Como forma de preservar este ícone da cultura caboverdiana o parque natural de Serra Malagueta, localizada na ilha de Santiago promove formações para jovens em confecção do pano di terra como forma de encontrar alternativas economicas sustentáveis para quem as produz e também como forma de promover o ecoturismo pela valorização deste símbolo da cultura caboverdiana.

Artesanato em cabo verde



O artesanato tem grande importância na cultura cabo-verdiana. A tecelagem e a cerâmica são artes muito apreciadas no país. Produzido quer para utensílio, quer para decoração, o artesanato do Cabo Verde é muito singular e é verdadeiro instrumento de expressão da cultura popular. Hoje em dia, ele é igualmente atracção para os turistas, constituindo seu fabrico e comercialização o único meio de subsistência para algumas famílias.

O artesanato cabo-verdiano reflecte, naturalmente, o quotidiano da população, não só através dos materiais que usa como também dos temas que trata.

A cestaria em caniço, a tecelagem em algodão e a tapeçaria são áreas expressivas privilegiadas pelos artesãos locais. Também o barro vermelho, retratando o homem/tipo cabo-verdiano, merece menção especial. Finalmente, os trabalhos com casca de coco, o batik, a bijutaria com conchas e as bonecas de trapos dão testemunho da criatividade dos artistas do arquipélago.

O trabalho criativo dos artesãos populares de Cabo Verde tem sido merecidamente apoiado pelo Centro Nacional de Artesanato (que será reinaugurado em 2007), sedeado no Mindelo, e cuja função consiste em investigar, formar, produzir, comercializar e divulgar as diversas expressões do artesanato cabo-verdiano.

Como sociedade cosmopolita que é integrada nos ventos da mundialização e intercâmbio de experiências, Cabo Verde tem artistas plásticos de reconhecido mérito a nível internacional. Em primeiro lugar citemos Leão Lopes, uma referência incontornável da cultura actual; ceramista, gráfico, fotógrafo, animador da galeria Alternativa, mentor da revista "Ponto e Vírgula", enfim, artista polivalente que pensa o presente já projectado para o futuro. Mas também merecem menção os pintores Kiki Lima, Tchalé Figueira, Bela Duarte (tapeçaria), Luísa Queiroz e Manuel Figueira - haveria muitos mais a citar - cuja obra reflecte sobre a dimensão social cabo-verdiana enquadrada num imaginário fantástico.

Uma amostra do artesanato cabo-verdiano, por ilhas:

 - Santiago: olaria utilitária (vasos, vasilhas); bonecos de barro; cestaria; pano-de-terra; licores; peças decorativas em coco.

- S. Vicente: fabricação de instrumentos de corda; peças de barro; objectos em pedra; bijouteria.

- Fogo: peças decorativas feitas de lava; licores; vinho caseiro; compotas de frutas e geleias; queijo de cabra.

- Brava: bordados

- Santo Antão: grogue, licores, pontche, cestaria

- Boavista: olaria

Curiosidades


Artesanato é o próprio trabalho manual ou produção de um artesão (de artesão + ato). Mas com a mecanização da indústria o artesão é identificado como aquele que produz objetos pertencentes à chamada cultura popular.

O artesanato é tradicionalmente a produção de carácter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas da produção, desde o preparo da matéria-prima, até o acabamento; ou seja, não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto. Em algumas situações o artesão tinha junto a si um ajudante ou aprendiz.